EMPRESA






Augusto Auler possui uma intensa experiência científica internacional com atuação em regiões cársticas em mais de 2.600 cavernas em 33 países. Com mais de 35 anos de experiência, já visitou praticamente todas as áreas cársticas do Brasil, tendo participado de projetos científicos e de consultoria em diversas frentes, notadamente avaliação espeleológica, hidrogeologia cárstica e análise de relevância espeleológica. Já participou de mais de 20 eventos internacionais sobre o carste, possuindo cerca de 40 trabalhos internacionais e 5 livros publicados. A par de suas atividades de consultoria, mantém uma ativa produção científica, coordenando projetos científicos no Brasil e exterior. É fundador e participante de algumas das mais ativas entidades espeleológicas do Brasil, como o Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas e a Redespeleo Brasil. Para um currículo vitae com ênfase nas atividades técnico-científicas clique aqui.

MISSÃO


Atender clientes com produtos caracterizados pela excelência técnica, em sintonia com o que de mais atual é produzido no mundo, sempre orientada pelo método científico, caracterizando-se pela independência de opinião e respeito a preceitos éticos.


VISÃO


Ser reconhecida como empresa inovadora e líder em qualidade no setor, atuando por meio de sólida base científica e alto padrão de segurança, que gera condições para o crescimento pessoal e profissional de nossos colaboradores, e que funciona como catalizadora para novos horizontes em termos de projetos e iniciativas.

VALORES


1 . Prezar a verdade e a franqueza.

2 . Valorizar e promover a atividade de campo como condição essencial para a alta qualidade de nossos produtos.

3 . Valorizar a performance e a competência, estabelecendo um sistema de diferenciação baseado na meritocracia.

4 . Prezar a segurança, não medindo esforços para adotar o que de melhor existir em termos de técnicas, boas práticas e equipamentos.

5 . Encarar dificuldades como desafios, potencializando oportunidades.

6 . Nosso horizonte é global, embora sustentado por ações locais, em sintonia com o que de mais avançado e inovador em nossa área de atuação.

7 . Desenvolver firme sintonia com o mercado financeiro, antecipando tendências e maximizando oportunidades.

8 . Conciliar o desenvolvimento econômico em relação às fragilidades do Meio Ambiente, nunca perdendo de vista a independência de julgamento ações.

Buscando sempre o que há de melhor no Brasil e no exterior a Carste desenvolve parceria com um time de consultores especialistas. A consultoria com estes profissionais visa uma troca de experiências, aprendizado e busca de soluções para os diversos desafios propostos pelos nossos clientes. Atualmente a Carste possui parcerias com consultores nas diversas áreas de conhecimento relacionadas a espeleologia: bioespeleologia, geoespeleologia, manejo e conservação de cavernas, monitoramento, paleontologia e sismografia.

SSMA




POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E MEIO AMBIENTE



Compromisso com Saúde e Segurança:

Com o objetivo de alcançar excelência em Saúde e Segurança, a Carste se compromete a:

1. Gerenciar e monitorar todos os riscos, da melhor forma possível, associados às atividades, processos, instalações e serviços;
2. Atuar preventivamente no gerenciamento e monitoramento dos riscos à Saúde e Segurança das pessoas nos processos;
3. Melhorar continuamente o desempenho em Saúde e Segurança através de um efetivo sistema de gerenciamento, focando o uso de soluções inovadoras e o desenvolvimento das pessoas;

Princípios de Atuação em Saúde e Segurança

Os Princípios da Atuação em Saúde e Segurança estabelecem como os compromissos definidos acima devem ser implementados. Esses princípios, adequadamente aplicados, agregam valor ao nosso negócio e explicitam o nosso compromisso com Saúde e Segurança, conforme abaixo:


1. Agir pautado no planejamento e no atendimento à legislação vigente de Sistema de Saúde, Segurança e Meio Ambiente - SGSSMA, com foco na antecipação dos perigos e riscos através de sua identificação, avaliação e controle para atuação eficaz no campo da prevenção dos acidentes e doenças do trabalho;
2. Estabelecer objetivos e metas visando à prevenção de todos os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, monitorando sistematicamente os resultados e seguindo os princípios da melhoria contínua;
3. Inerente às atividades de todos os colaboradores da empresa está o cumprimento das normas regulamentadoras de segurança e saúde, conforme portaria 3214/76 aplicáveis às atividades que se desenvolvam com foco nos princípios da melhoria contínua dos processos.

SERVIÇOS

Prospecção espeleológica


Trata-se do primeiro passo para estudos espeleológicos. Visa o reconhecimento e caracterização inicial do conjunto de ocorrências espeleológicas de uma determinada área. A prospecção, realizada por equipe especializada, constitui-se em um caminhamento de campo, detalhando áreas-alvo previamente determinadas através de estudos de imagens de satélite ou equivalente.
A equipe, ao localizar feições cársticas, registra sua localização e as descreve em fichas padronizadas, que também retrata a caracterização preliminar das cavidades, incluindo mapeamento espeleológico expedito grau 2C, também realizada nesta etapa. Um mapa georreferenciado da localização das cavernas e do caminhamento de prospecção é, em geral, o produto final esperado.




Mapeamento de cavernas


O mapa da caverna constitui o documento-base que irá nortear todos os trabalhos futuros. As experientes equipes de mapeamento da Carste Ciência e Meio Ambiente possuem equipamento de ponta (incluindo trena a laser) e tecnologias apropriadas (incluindo técnicas para minimizar o problema de interferência magnética em cavernas em minério de ferro) para produzir, corriqueiramente, mapas em grau de precisão BCRA 5D.
Mapas em graus mais elevados podem também ser produzidos (grau 6 ou X), caso seja necessário. Todo o processo de confecção do mapa é efetuado por meio digital.




Estudos espeleológicos específicos


O diagnóstico geoespeleológico tem como objetivo o levantamento dos atributos físicos, socioeconômicos e histórico-culturais das cavernas de estudo, visando à classificação do grau de relevância das mesmas, de acordo com a Instrução Normativa MMA nº 02, de 20 de agosto de 2009.




Análise de relevância das cavernas


De acordo com o Decreto Federal Nº 6.640, de 07 de novembro de 2008, as cavidades naturais subterrâneas devem ter sua relevância estabelecida em quatro graus distintos: máximo, alto, médio e baixo. Para tanto, estudos específicos dos atributos geológicos, hidrológicos, ecológicos, biológicos, paleontológicos, cênicos, histórico-culturais e socioeconômicos se tornaram essenciais para determinação da relevância de uma cavidade da maneira mais fiel possível à situação natural em que se encontra.
Cavidades de relevância máxima devem ser conservadas integralmente no contexto em que se encontram. As cavidades de relevância média ou alta podem ser impactadas parcial ou totalmente, mediante compensação a ser definida pelo órgão ambiental. Cavidades de relevância baixa podem ser impactadas sem compensação específica. Qualquer impacto em cavernas somente poderá ocorrer mediante o processo de licenciamento ambiental.




Estudo de área de influência espeleológica


A determinação da área mínima de entorno necessária para garantir a integridade física de uma cavidade natural subterrânea e sua evolução representa uma questão de suma importância para promover a real preservação de seus elementos bióticos e abióticos, diante de um contexto de alteração das características ambientais da área de inserção dessas feições.




Hidrolgeologia Cárstica


A hidrogeologia em terrenos cársticos, com todas as peculiaridades que lhe são características, é uma das áreas de experiência da Carste Ciência e Meio Ambiente. A utilização de traçadores, determinação de rotas de fluxo, monitoramento de aquíferos cársticos, hidroquímica, modelagem de plumas poluentes, modelagem de aquíferos cársticos, dentre outras, estão entre os trabalhos realizados.
Proposição de soluções de engenharia ligada a águas no carste também encontram-se entre nossas áreas de atuação, abrangendo inundação em áreas cársticas, estanqueidade de barragens, locação de poços tubulares, mitigação de fontes poluentes, entre outras.




Monitoramento espeleológico


O monitoramento consiste em um instrumento fundamental para análises ambientais em cavernas. Seu objetivo é assegurar a não identificação de impactos oriundos das atividades minerárias e industriais, e, caso os mesmos sejam observados, o monitoramento permitirá auferir sob quais condições de vibração ou alteração ambiental ocorreram.




Busca direcionada de fauna


A busca direcionada a um determinado grupo ou morfótipo de interesse tem o intuito de aumentar o conhecimento sobre a distribuição geográfica da espécie alvo ou até mesmo confirmar seu status de espécie troglóbia. Para isso, dependendo do morfótipo de interesse, metodologias específicas podem ser utilizadas visando sua amostragem em ambientes distintos ou a coleta de maior número de indivíduos do mesmo morfótipo no ambiente cavernícola.




Coleta de fauna no meio subterrâneo superficial


Apesar das cavernas serem os habitats subterrâneos mais conhecidos e estudados atualmente, o ambiente subterrâneo se estende a espaços bem menores, que permitem o abrigo de espécies troglóbias (restritas ao meio subterrâneo). Nessa categoria, os habitats subterrâneos superficiais (MSS) se caracterizam por serem ambientes afóticos, próximos à superfície (< 10m) e que podem abrigar inclusive espécies exclusivas e especializadas a esse tipo de habitat.
Métodos envolvendo a busca de representantes da fauna em cavidades menores na rocha são importantes para melhor conhecimento da distribuição das populações no interior da rocha. O estudo da fauna subterrânea em espaços menores apresenta grande potencial para ampliação do conhecimento sobre a distribuição das populações troglóbias e a extensão do ambiente subterrâneo.




Estudos e propostas para compensação espeleológica


Nesse sentido, a Carste Ciência e Meio Ambiente realiza, por meio de uma análise integrada, a proposição de áreas espeleológicas que apresentam potencial para serem utilizadas como compensação ambiental, no caso de cavernas de relevância alta. Para os demais casos (relevância média ou baixa), a Carste propõe e executa diversas outras medidas compensatórias, a saber:

  • Elaboração de Cartilhas de Espeleologia

  • Capacitação de professores em educação espeleológica

  • Organização de publicações referentes à espeleologia

  • Criação de núcleo de estudos espeleológicos

  • Plano de Manejo de cavernas

  • Redação de Artigo Científico




Resgate bioespeleológico e geoespeleológico


Em atendimento à legislação, após autorizado pelo órgão ambiental o impacto negativo irreversível em uma caverna, procede-se o inventário e coleta de espeleotemas, de amostras de rocha e de sedimentos clásticos com objetivo de realizar estudos mineralógicos, químicos e de estratificação sedimentar para contribuir no avanço do conhecimento técnico nestes quesitos, além de fazer um registro da caverna definitivamente impactada.
O trabalho de resgate bioespeleológico foca na coleta exaustiva dos exemplares da fauna presentes no interior das cavidades naturais subterrâneas a serem suprimidas, após autorização do órgão ambiental responsável. Posteriormente à coleta do material biológico, todas as amostras passam pela fase de triagem, identificação e tombamento em coleções científicas institucionais. Quando necessário, exemplares são encaminhados para especialistas para refinamento das identificações e verificações de possíveis troglomorfismos.




Manejo de cavernas


Cavernas adaptadas para fluxo turístico (seja de alta ou baixa intensidade) devem possuir um Plano de Manejo. Da mesma forma, Unidades de Conservação contendo cavernas ou abrangendo áreas cársticas devem levar em consideração o patrimônio espeleológico ou cárstico no Plano de Manejo. A determinação da capacidade de carga, formas de acesso, material de divulgação, obras de engenharia na caverna, monitoramento, etc, são algumas das ações inerentes a um Plano de Manejo que respeite as particularidades do ambiente subterrâneo tomando como base uma filosofia de mínimo impacto.




Análise de áreas cársticas e cavernas degradadas


Em muitas situações é possível mitigar o impacto ambiental através de medidas corretivas. Áreas cársticas impactadas podem vir a ser reabilitadas e cavernas depredadas podem ter suas pichações removidas e espeleotemas recuperados. Essas atividades são bastante úteis em situações em que o impacto ambiental no ambiente cárstico, apesar de existente, permite recuperação.




Análise de aptidão turística para áreas cársticas e cavernas


Turismo em regiões cársticas e cavernas podem vir a ser uma atividade rentável. Pode, no entanto, caso não seja adotado encaminhamento adequado, transformar-se em uma atividade de alto impacto para a caverna e pouco retorno financeiro. Antes de efetivamente se iniciar a adaptação turística de uma caverna, é necessário que sejam efetuados estudos detalhados de modo a identificar a aptidão da caverna para o turismo, o nível de retorno financeiro a ser obtido e o grau de interferência com o ambiente cavernícola.




Cursos e Palestras


A Carste Ciência e Meio Ambiente compreende a importância da educação ambiental e programas de reciclagem interna nas empresas. Possuindo ampla experiência acadêmica e excelente arquivo documental, a Carste está apta a proferir palestras e cursos sobre temas relacionados ao carste e cavernas.







CIÊNCIA


O que é?

A palavra carste tem sua origem em uma região calcária na atual Eslovênia, onde foram realizados os primeiros estudos neste tipo de rocha. O termo local é kras , que foi germanizado para karst , dando origem ao vocábulo "carste". A palavra, em servo-croata, designa "campo de pedras calcárias" e atualmente é adotada para qualquer região do mundo que possua características semelhantes à da região do "carste clássico". O calcário é uma rocha solúvel e, através da ação da água, dá origem a uma série de feições típicas do carste, como dolinas (depressões fechadas), sumidouros, ressurgências e, principalmente, cavernas.

O termo foi originalmente utilizado para regiões de rochas carbonáticas (que possuem o radical carbonato como calcários e dolomitos). Hoje em dia, no entanto, é adotado para outras rochas que, através de processos químicos de dissolução, geram formas semelhantes às do carste carbonático, como sal, gesso, arenitos e quartzito.

A importância do carste

As regiões cársticas perfazem mais de 20% da superfície do globo terrestre. Estima-se que por volta de 25% da população mundial dependa da água subterrânea em regiões cársticas. A importância do carste como aqüífero é inegável. No entanto, o carste é também importante devido à riqueza de seu solo, cultivado há milênios em muitas regiões do planeta, valor econômico para a mineração (cimento, depósitos minerais no carste como zinco, chumbo, etc), uso turístico, principalmente relativo às cavernas, entre muitos outros.

O carste encerra, também, um notável valor científico e cultural, apresentando alguns dos mais ricos acervos arqueológicos e paleontológicos do planeta, além de grande importância para a biologia e geologia. Para uma visão mais detalhada sobre a importância das cavernas e do carste, consulte os vários textos localizados em www.redespeleo.org (item "espeleologia").

Regiões cársticas do Brasil

O mapa abaixo apresenta as principais áreas carbonáticas do Brasil (em preto) e também as principais áreas quartzíticas que apresentam cavernas (em laranja). Também representadas estão áreas carbonáticas de pequena extensão (triângulos) e áreas em outras litologias (principalmente arenitos) onde se conhecem cavernas (quadrados). Áreas em minério de ferro estão representadas por estrelas vermelhas.

Estima-se que as áreas cársticas carbonáticas no Brasil perfaçam cerca de 200 mil km 2 . Considerando o pouco conhecimento que ainda se tem das rochas susceptíveis a apresentarem cavernas consideramos que cerca de 5% da superfície do país (450.000 km 2 ) apresenta condições de conter cavernas. Este valor deve se modificar com o avanço das pesquisas geológicas e espeleológicas.

O potencial espeleológico do Brasil é, ainda, enorme. Parece seguro afirmar que, hoje, menos de 5% das cavernas existentes tenham sido identificadas. Nosso potencial espeleológico situa-se seguramente na faixa de algumas centenas de milhares de cavernas. Apenas a título comparativo, em países mais desenvolvidos do ponto de vista espeleológico, como Itália e França, com áreas equivalentes ao estado de Minas Gerais, cerca de 40 mil cavernas são conhecidas. A ausência de pesquisa, pequeno número de espeleólogos, dificuldades de acesso, dentre outros motivos, justificam o reduzido conhecimento que ainda temos do potencial espeleológico brasileiro.

A maior ocorrência de rochas favoráveis a cavernas no Brasil é representada pelos calcários e dolomitos do Grupo Bambuí, que se desenvolvem desde o sul de Minas Gerais até o centro-oeste da Bahia, passando também pelo leste de Goiás. Inserida nos calcários Bambuí encontra-se, entre outras, a região de Lagoa Santa, berço da espeleologia brasileira, com mais de 700 grutas registradas; a região de Arcos e Pains, também com centenas de cavernas conhecidas, e a região do vale do Rio Peruaçu, com a magnífica Gruta do Janelão e vários sítios arqueológicos. No estado de Goiás destaca-se a região de São Domingos, com várias enormes cavernas percorridas por rios caudalosos, e a região de Mambaí, também com um grande número de cavidades importantes. No estado da Bahia destaca-se a Serra do Ramalho e seus arredores, com várias cavernas importantes, entre elas a Gruta do Padre, com 16,3 km de extensão, a terceira maior caverna do país, e a região de São Desidério, comportando algumas das cavernas com maior espaço interno do país. No oeste de Minas Gerais, os dolomitos da Formação Vazante encerram importantes cavernas.

Os calcários e dolomitos do Grupo Una ocorrem a partir da região central da Bahia, estendendo-se até o norte do estado. Duas áreas concentram as principais cavernas de interesse: a região da Chapada Diamantina, com várias cavernas de grande extensão e beleza, como a Lapa Doce, e a região de Campo Formoso, que abriga as duas maiores cavernas do país, a Toca da Boa Vista e a Toca da Barriguda, respectivamente com 108 km e 30 km de extensão. Muito próximo destas duas cavernas existem afloramentos do calcário Caatinga, que apresentam algumas cavernas importantes, entre as quais a ampla Gruta do Convento.

No oeste do país ocorrem calcários e dolomitos do Grupo Corumbá e do Grupo Araras. Os primeiros ocorrem principalmente no Estado do Mato Grosso do Sul, nos arredores da Serra da Bodoquena, apresentando belas cavernas alagadas, principalmente nas proximidades da cidade de Bonito. O Grupo Araras, por sua vez, predomina no Mato Grosso e também apresenta muitas grutas, principalmente próximo a Nobres. Em Rondônia, no Pará e no Amazonas ocorrem alguns afloramentos de calcário. Os mais importantes situam-se próximos a Itaituba, no Pará, onde a recente colonização tem levado à descoberta de algumas cavernas de importância.No sul do Estado de São Paulo e no Paraná afloram os calcários e dolomitos do Grupo Açungui. É uma região de grande beleza, que contém mais de 300 cavernas. No lado paulista, a maior concentração está no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), com algumas das cavernas mais ornamentadas do país, como a Caverna Santana. Próximo ao PETAR, o Parque Estadual de Jacupiranga abriga a Caverna do Diabo, parcialmente adaptada para o turismo, com amplos salões extremamente ornamentados. O lado paranaense do Grupo Açungui possui muitas grutas, embora de menores dimensões. Em Santa Catarina ocorrem os calcários do Grupo Brusque, apresentando como principal caverna a Gruta de Botuverá, no município de mesmo nome.

No nordeste do Brasil afloram os calcários do Grupo Apodi, que, apesar de possuírem muitas cavernas, ainda não nos revelaram grutas de grande porte. No Estado do Ceará, os calcários do Grupo Ubajara possuem ocorrência restrita, apresentando poucas cavernas conhecidas, entre elas a famosa Gruta de Ubajara. Várias ocorrências de menor porte de calcários e dolomitos existem em todo o Brasil. Algumas aparentam possuir pouco potencial ao passo que outras, em locais mais remotos, ainda não foram adequadamente exploradas por espeleólogos.

No Brasil ocorre ainda um grande número de cavernas em rochas como minério de ferro (nas regiões ao sul de Belo Horizonte e na Serra dos Carajás, no Pará), granito, gnaisse e bauxita, entre outras. São em geral cavernas de pequeno porte. Uma exceção é a Gruta dos Ecos em Cocalzinho, Goiás, inserida em sua maior parte em micaxistos, e que possui 1.600 m de extensão.O potencial brasileiro em termos de cavernas em quartzito é enorme. O Brasil possui algumas das maiores e mais profundas cavernas do mundo neste tipo de rocha. A mais profunda caverna em quartzito do mundo (e também a mais profunda caverna do Brasil) é o Abismo Guy Collet, localizado na fronteira com a Venezuela. Uma pequena área no centro do estado de Minas Gerais contém muitas cavernas quartzíticas longas e profundas, como a Gruta do Centenário, a segunda mais profunda do Brasil com 484 m de desnível. As regiões do Parque Estadual de Ibitipoca, de Carrancas e de Luminárias, no sul de Minas Gerais, também apresentam um rico acervo de cavernas quartzíticas. Outra área de importante concentração de cavernas deste tipo é a região da Chapada Diamantina, na Bahia. Várias regiões, principalmente no nordeste e no sudeste, apresentam cavernas quartzíticas de importância. Cavernas areníticas são bastante freqüentes em todo o território nacional. Existem importantes concentrações na Chapada dos Guimarães (MT), em São Paulo, no Paraná e no interior do Piauí, além de muitas cavernas de grande porte dispersas em várias regiões da Amazônia.

Augusto Serreiro Auler
Carste Ciência e Meio Ambiente




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